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V.N. de Famalicão

As Hortas Urbanas do Parque da Devesa, em Vila Nova de Famalicão, vão receber o cultivo de linho e de seda, no âmbito de um projeto inovador que a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e a “Saber Fazer” estão a promover, envolvendo também o Museu da Indústria Têxtil e as escolas do concelho.
O projeto, que ainda só tinha sido concretizado na Fundação Serralves, no Porto, tem como objetivo desenvolver um programa integrado de produção-aprendizagem que se dedica à educação e investigação do têxtil, aberto à comunidade escolar e ao público em geral. Com duas vertentes, um curso de longa duração e várias oficinas para escolas e o público em geral, o projeto vai percorrer todas as etapas da produção do linho e da seda, como a plantação, o cultivo, a tecelagem e a tinturaria natural, sendo cultivadas plantas tintureiras para concretizar a última etapa. O curso de longa duração já está completo e arrancou sábado, 8 de abril, com 25 participantes de todo o país.
Durante a primavera, o linho vai ser cultivado e vai ser obtida a sua fibra, assim como vai ser criado o bicho-da-seda para obter a seda. No outono, vai-se proceder ao processamento e transformação das duas fibras têxteis, destacando-se a tecelagem e a tinturaria.
“O Museu da Indústria Têxtil poderá ser um campo de experimentação e aprendizagem, apoiado não só na prática regular, mas também no conhecimento dos profissionais e artesãos que virão partilhar o seu conhecimento em diversos momentos ao longo do ano, mantendo a ligação com a produção industrial da região do Vale do Ave”, destacou Paulo Cunha, edil famalicense.
A autarquia salienta ainda que “o contacto direto do público com os ciclos de produção e técnicas de transformação das fibras” vai permitir que os cidadãos fiquem sensibilizados “para as questões urgentes que rodeiam a produção e consumo têxtil atual, sejam estas de sustentabilidade ambiental ou social”.

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