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Mon, Feb
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V.N. de Famalicão

O ponteiro do relógio move-se a cada 60 minutos e a cada rotação três pessoas morrem em Portugal vítimas de cancro. A doença é responsável por 25 por cento das mortes no país, o que equivale a 70 óbitos por dia. O cancro do pulmão, do cólon e reto, da mama e da próstata são os que mais matam. O dia 4 de fevereiro assinala o Dia Mundial da Luta Contra o Cancro, por isso fomos à procura de testemunhos de quem o viveu na primeira pessoa ou de quem lutou contra a doença pelos laços de sangue. 

Gorete Lobo e Helena Rodrigues são dois exemplos de luta e, mesmo sem se conhecerem, partilharam também a vila de residência: Joane. Nesta freguesia famalicense, com cerca de oito mil habitantes, encontramos duas histórias de quem enfrentou a mais dura batalha das suas vidas: o cancro. Gorete pode contar-nos a história. Helena perdeu a batalha, mas a filha, Joana Castro, quis mostrar que, apesar de tudo, a mãe será sempre um exemplo.
Curiosamente, apesar dos desfechos diferentes, ambas descobriram que tinham cancro no mesmo ano: 2014.
Gorete Lobo tinha 51 anos. Decorria o mês de julho quando deitada no sofá foi mordida por um inseto. Estava longe de imaginar que a picada a faria descobrir um cancro da mama. Desde os 47 anos que Gorete fazia anualmente a mamografia, exame que, ironicamente, tinha realizado “quatro meses antes”, sem qualquer indicação do que estava por vir. A primeira biópsia foi “inconclusiva”, a segunda trazia o pior diagnóstico: cancro maligno.
Helena Rodrigues, com 61 anos, descobriu que tinha cancro no cólon em dezembro. A doença, já em estado avançado, foi detetada depois de várias idas ao médico de família, várias tentativas de medicação falhadas para uma dor constante no abdómen que alastrou à perna direita. Numa ida às urgências do Hospital de Guimarães a família ouviu aquilo que ninguém quer ouvir: “No máximo dois meses de vida”. “Foi rápido, silencioso e estava espalhado por todos os órgãos”, descreveu a filha Joana Castro.
Gorete nunca sentiu dor nenhuma. Helena perdeu muito peso, não tinha apetite e andava exausta. Duas mulheres. Dois cancros. Duas histórias com final diferente.

 

Leia a reportagem na íntegra na edição n.º 121 do Jornal do Ave 

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