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Wed, Dec
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O Famalicão venceu hoje em casa o Desportivo das Aves por 3-2, em jogo da 38.ª jornada da II Liga, entre candidatos à subida e que teve direito a várias ‘cambalhotas’ no marcador.

Leandro Souza (20 minutos), Mércio (52) e Mendes (67) assinaram os golos que deram a vitória aos minhotos, que não conhecem o ‘sabor’ da derrota há 14 jogos consecutivos, mantendo o terceiro lugar, posição de subida, uma vez que o líder, o FC Porto B, não pode ascender ao primeiro escalão.

Mas os golos de Francisco Gomes (aos 30) e Alexandre Guedes (aos 49) chegaram a dar o 2-1 ao Desportivo das Aves que, em nono lugar, vê comprometida a ambição pela subida.

Num jogo com futebol muito dinâmico e aguerrido, entre duas equipas que têm estado ‘coladas’ à liderança, esteve melhor o Famalicão pelo pragmatismo, mas o Desportivo das Aves também nunca baixou os braços.

A primeira real ameaça surgiu aos 13 minutos, com Leandro Souza a atirar ao lado, mas antes já ambas as equipas tinham rondado as balizas para mostrar cedo que este seria um encontro emotivo.

Mas o brasileiro, melhor marcador dos famalicenses, não desperdiçou aos 20 minutos e inaugurou o marcador, com um cabeceamento apos cruzamento de Feliz.

O Aves respondeu muito bem, com Ferreira a atirar por cima, aos 23, e Francisco Gomes a empatar, aos 30, com um golo que começou com Leandro Souza ao tentar aliviar e a mandar ao poste.

Com um ambiente de euforia nas bancadas, o jogo ainda passaria por duas reviravoltas após o intervalo.

Primeiro foi o Desportivo das Aves a conseguir passar para a frente do marcador, graças a Alexandre Guedes, que protagonizou uma jogada individual brilhante e que culminou num remate muito colocado e forte (49 minutos).

Mas o Famalicão conseguiu nova ‘cambalhota’ por intermédio de Mércio, com um golo aos 52, após livre de Mendes, que aos 67 minutos fez o 3-2, num remate após jogada combinada entre Chico e Daniel.

A equipa de Ulisses Morais nunca se deu por vencida e chegou mesmo a ver a bola ir ao poste aos 79 minutos, fruto de um livre de José Ferreira, enquanto Daniel Ramos apostou na entrada de jogadores mais defensivos, como o central Luiz Alberto, que fez João Pedro subir no terreno, mas materializando uma ‘muralha’ defensiva organizada e consistente.

Jogo no Estádio Municipal de Famalicão, em Vila Nova de Famalicão.

Famalicão - Desportivo das Aves, 3-2.

Ao intervalo: 1-1.

Marcadores:

1-0, Leandro Souza, 20 minutos.

1-1, Francisco Gomes, 30.

1-2, Alexandre Guedes, 49.

2-2, Mércio, 52.

3-2, Mendes, 67.

Equipas:

- Famalicão: Emanuel, Daniel, João Pedro, Silvério, Jorge Miguel, Diogo Santos (Chico, 51), Mércio, Eder Diego (Luiz Alberto, 83), Feliz, Leandro Souza e Mendes (Medeiros, 90).

(Suplentes: Chastre, Joel, Luiz Alberto, Mauro Alonso, Chico, Medeiros e Correia).

Treinador: Daniel Ramos.

- Desportivo das Aves: Quim (Diogo Freire, 46), Francisco Gomes, Emanuel Edet, Marcos Valente, Nelson Pedroso (José Valente, 46), Ericsson Duarte, Serhii Syzyl, Fernando Silva (Filipe Martins, 65), Alexandre Guedes, José Ferreira e André Dias.

(Suplentes: Diogo Freire, Dymitro Lytvyn, Bosson Romaric, Vítor Alves, Filipe Martins, José Valente e Abdoulaye Diallo).

Treinador: Ulisses Morais.

Árbitro: Sérgio Piscarreta (Algarve).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Fernando Silva (12), Nelson Pedroso (37), Alexandre Guedes (50), José Valente (51), Mércio (53), João Pedro (64), Eder Diego (64), Daniel (70) e Francisco Gomes (84).

Assistência: 3.420 espetadores.
C/Lusa

“Vamos fazer o que ainda não foi feito”. A música de Pedro Abrunhosa deu o mote para o Encontro Concelhio de Associações de Pais, realizada no dia 18 de março, na Escola Básica Integrada (EBI) de Gondifelos, concelho de Vila Nova de Famalicão. Organizado pela Federação Concelhia das Associações de Pais de Famalicão (FECAPAF), o encontro contou com a colaboração do Agrupamento de Escolas de Gondifelos, integrando-se na Quinzena da Educação, que decorreu no município de Famalicão. Este evento tinha como objetivo “proporcionar um momento de reflexão, análise e debate” com as diversas Associações de Pais. O orador convidado da edição deste ano foi o psicólogo Jorge Sequeira. Também marcou presença o presidente da FECAPAF, Jorge Pereira, o diretor do Agrupamento de Escolas de Gondifelos, Jones Maciel e o vereador da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Leonel Rocha. A plateia era composta por dirigentes das Associações de Pais, mas também professores e diretores de Agrupamentos de Escolas, além de representantes da CONFAP e de Federações de outros municípios. "Pela primeira vez" estiveram presentes representantes das Associações de Estudantes. O tema abordado por Jorge Sequeira foi “Resiliência – Vencer a adversidade”. O orador defendeu que “a resiliência é uma competência de vida”, reconheceu ainda que “para tal é necessário que as pessoas saiam da sua zona de conforto e ajam”. Num tom “bastante bem disposto” do início ao fim, Jorge Sequeira vincou que “devemos esforçar-nos por partilhar emoções positivas”, porque “as emoções são contagiantes e alteram comportamentos”.

Ricardo Pereira conquistou a medalha de bronze na final Nacional das Olimpíadas Portuguesas da Matemática (OPM), que se realizou a 20 de março, na Escola Secundária Luís de Freitas Branco, em Paço de Arcos. O aluno da turma 2 do 12.º ano da Didáxis – Riba d' Ave foi um dos “40 mil estudantes, entre os 11 e os 18 anos”, que participou nesta competição organizada, anualmente, pela Sociedade Portuguesa de Matemática. “O empenho demonstrado pelo aluno e a sua dedicação à matemática assim como a sua capacidade de raciocínio ficaram demonstradas na conquista desta medalha que enobrece o ensino da Didáxis e o ensino no concelho de Vila Nova de Famalicão”, adiantou fonte da Didáxis. As OPM são “um concurso de problemas de Matemática”, dirigido aos estudantes do 1.º, 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e também aos que frequentam o ensino secundário, que “visa incentivar e desenvolver o gosto pela Matemática”. Os problemas propostos fazem sobretudo “apelo à qualidade do raciocínio, à criatividade e à imaginação dos estudantes”. São fatores importantes na determinação das classificações o rigor lógico, a clareza da exposição e a elegância da resolução.

A cerimónia de reconhecimento aos professores aposentados já é tradição em Famalicão. O objetivo é “agradecer publicamente o empenho e o trabalho daqueles que dedicaram toda uma vida à causa do ensino”, afirmou o presidente da Câmara de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, que aproveitou a ocasião para deixar um desafio aos professores que já não estão no ativo: “Aprofundem a sua participação na sociedade. Os professores deviam ter um papel mais ativo e mais participativo nas comunidades”, porque, acrescenta, “quem foi professor uma vez, é professor para sempre”. Foram nove os professores que receberam da mão de Paulo Cunha , no dia 18 de março, no Centro de Estudos Camilianos, em S. Miguel de Seide, a medalha de reconhecimento municipal pelo trabalho desenvolvido em prol da educação. Os professores homenageados terminaram a sua carreira no ano letivo 2014/2015. Entre eles estava Ana Maria Ferreira que considera que “é muito bom saber e sentir que os responsáveis não se esquecem do trabalho dos professores”. “Vila Nova de Famalicão é notado no país como um concelho que é um dos motores da economia nacional e isso também se deve ao excelente desempenho dos nossos professores. Homens e mulheres que, muitas vezes, em contexto de adversidades, conseguem levar o ensino mais longe”, explicou Paulo Cunha. A cerimónia integrou a Quinzena da Educação, que decorreu até ao dia 22 de março.

Com um investimento de mais de 165 mil euros, a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão ajudou 265 jovens a pagar os estudos no ensino superior. Esta medida é, para o autarca Paulo Cunha, “ajudar a valorizar os famalicenses”. A entrega dos cheques decorreu na Casa das Artes, no dia 24 de março.

O apoio aos universitários com poucos rendimentos foi um dos compromissos de Paulo Cunha aquando da candidatura à autarquia e o reforço da medida em 2013, com o aumento do número de beneficiados, tem uma explicação. “Houve, claramente, o aumento das necessidades, devido ao clima social que afetou e ainda afeta o país. Sente-se no desemprego, no nível salarial, na precariedade dos empregos e na diminuição das condições socioeconómicas que afetam muitas famílias. E este suporte é essencial. Estou certo que, se não fosse esta bolsa de estudo, uma parte significativa destes 265 jovens não podiam concluir o seu percurso no ensino e isso era um prejuízo enorme para o concelho de Famalicão”, frisou o autarca. Com a mãe a receber pouco mais de 250 euros e o pai desempregado, Bruno Teixeira vê a bolsa como um “contributo muito importante” para a concretização do “sonho” profissional de se tornar escritor quando acabar o curso de Línguas e Literaturas Europeias, na Universidade do Minho. Já Marta Leite está no mestrado em Tradução, na Universidade do Minho, e a bolsa vai dar uma ajuda a cobrir as despesas que “são mais altas” do que numa licenciatura. Esta não é a primeira vez que a jovem é contemplada com uma bolsa de estudo. Já antes, quando estudava em Aveiro, contou com o apoio da Câmara. “É uma grande ajuda, não só para as propinas como para outras despesas como transportes e alimentação”, sublinhou. E não são só os jovens que agradecem o apoio. Os pais também. Fernando Cardoso tem a filha a frequentar o primeiro ano de Universidade, numa instituição privada, porque “não conseguiu média suficiente para o curso que pretendia”. Por isso, a bolsa “é uma boa ajuda” para “pagar propinas, material de estudo ou transporte”. Para a Câmara Municipal, este apoio democratiza o acesso ao ensino. “Nem todos partem da mesma posição, à partida, mas nós queremos que todos possam chegar ao mesmo sítio, ou seja, terminar o curso. Compete à autarquia desempenhar um papel moderador, criando as condições necessárias para que os que estão mais atrás, possam ter uma ajuda suplementar para chegarem ao nível dos outros”, salientou Paulo Cunha. Segundo a autarquia, o valor médio das bolsas “ultrapassa os 600 euros” e, desde 2013, houve um aumento de “82 por cento no número de alunos beneficiados passou de 145 para 265 - e o investimento passou de 120 mil para 165 mil euros”.

 

 

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão manteve em 2015 o grau de autonomia financeira acima dos 70% o que significa uma forte independência da autarquia face a capitais alheios e uma robusta capacidade para fazer face aos seus compromissos financeiros através dos capitais próprios. A “saúde de ferro” das finanças municipais de Famalicão é também bem visível no baixo recurso à capacidade de endividamento que lhe é conferido por lei e que teve um rácio de utilização de apenas 38,3%.

Os números que fecham as contas do município de Vila Nova de Famalicão em 2015 foram hoje, quinta-feira, aprovados por maioria na reunião extraordinária do executivo municipal que se debruçou sobre o Relatório de Gestão 2015 apresentado pelo Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha.

O edil classifica o exercício de 2015 como “um bom ano para Vila Nova de Famalicão”. E explica:“asseguramos o equilíbrio das contas municipais, conseguimos avanços muito consideráveis nas diversas áreas de atuação do município e demos passos seguros na salvaguarda do futuro de Vila Nova de Famalicão”.

A propósito deste último aspeto, Paulo Cunha lembra os acordos que foi possível estabelecer entre a Câmara e os proprietários de terrenos que foram integrados no Parque da Devesa e da urbanização do Talvai e que colocaram um ponto final em antigos processos judiciais  acionados contra a autarquia e cujo desenvolvimento poderia significar um custo  de muitos milhões de  euros para a Câmara. “Para além da eliminação deste risco de indemnização, os terrenos passaram definitivamente para o domínio público ficando salvaguardado um parque verde que já é um ex-libris do concelho e da região no caso da Devesa. Já no processo de Talvai, os terrenos adquiridos vão permitir a construção de um importante equipamento para os famalicenses, que será anunciado muito brevemente”.

“É verdade que com a solução encontrada exigimos mais do presente mas aliviamos o futuro”, adianta o autarca explicando desta forma a passagem da dívida a terceiros do município de 33,3 para 36,7 milhões de euros. Nada que retire o sono do autarca: “as contas municipais estão de tal forma equilibradas que a Câmara Municipal ainda há pouco tempo anunciou uma nova frente de obras na ampliação das redes de abastecimento de água e saneamento no valor de 5,5 milhões de euros a custas próprias e sem garantia do financiamento comunitário”. Recorde-se que foi também esse equilíbrio financeiro que permitiu um abatimento dos encargos dos famalicenses com a fatura ambiental desde o início do ano, através da redução das taxas de abastecimento de água e recolha de saneamento e resíduos.

O “rigor e a responsabilidade” são os adjetivos utilizados por Paulo Cunha para justificar esta dinâmica de investimento que atravessa o concelho, tanto na dimensão material como imaterial, ao mesmo tempo que são resolvidos processos jurídicos complexos que poderiam hipotecar o futuro das novas gerações. “Com a gestão que estamos a fazer, sabemos que a saúde financeira do município é boa e que terá todas as condições para continuar a respirar saúde no futuro”, conclui Paulo Cunha.

Para além do novo plano de obras anunciado para a vertente ambiental,  está também anunciado uma nova frente de trabalhos na modernização do parque escolar, enquanto prosseguem no terreno  mais de vinte quilómetros de obras na rede viária do concelho em dez intervenções que abrangem mais de uma dezena de freguesias e um investimento total de cerca de oito milhões de euros. Isto para além do reconhecido trabalho do município nas mais diferentes áreas como a Cultura, o Desporto, a Educação, a Juventude, o Ambiente e a Solidariedade Social, com dinâmicas fortes de apoio às crianças, jovens, seniores e famílias de Famalicão.

O grau de execução orçamental em 2015 foi de 91,1 por cento na parte da receita e de 84,2 por cento na parte da despesa.

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