22
Mon, Jan
2 New Articles

Com um investimento de mais de 165 mil euros, a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão ajudou 265 jovens a pagar os estudos no ensino superior. Esta medida é, para o autarca Paulo Cunha, “ajudar a valorizar os famalicenses”. A entrega dos cheques decorreu na Casa das Artes, no dia 24 de março.

O apoio aos universitários com poucos rendimentos foi um dos compromissos de Paulo Cunha aquando da candidatura à autarquia e o reforço da medida em 2013, com o aumento do número de beneficiados, tem uma explicação. “Houve, claramente, o aumento das necessidades, devido ao clima social que afetou e ainda afeta o país. Sente-se no desemprego, no nível salarial, na precariedade dos empregos e na diminuição das condições socioeconómicas que afetam muitas famílias. E este suporte é essencial. Estou certo que, se não fosse esta bolsa de estudo, uma parte significativa destes 265 jovens não podiam concluir o seu percurso no ensino e isso era um prejuízo enorme para o concelho de Famalicão”, frisou o autarca. Com a mãe a receber pouco mais de 250 euros e o pai desempregado, Bruno Teixeira vê a bolsa como um “contributo muito importante” para a concretização do “sonho” profissional de se tornar escritor quando acabar o curso de Línguas e Literaturas Europeias, na Universidade do Minho. Já Marta Leite está no mestrado em Tradução, na Universidade do Minho, e a bolsa vai dar uma ajuda a cobrir as despesas que “são mais altas” do que numa licenciatura. Esta não é a primeira vez que a jovem é contemplada com uma bolsa de estudo. Já antes, quando estudava em Aveiro, contou com o apoio da Câmara. “É uma grande ajuda, não só para as propinas como para outras despesas como transportes e alimentação”, sublinhou. E não são só os jovens que agradecem o apoio. Os pais também. Fernando Cardoso tem a filha a frequentar o primeiro ano de Universidade, numa instituição privada, porque “não conseguiu média suficiente para o curso que pretendia”. Por isso, a bolsa “é uma boa ajuda” para “pagar propinas, material de estudo ou transporte”. Para a Câmara Municipal, este apoio democratiza o acesso ao ensino. “Nem todos partem da mesma posição, à partida, mas nós queremos que todos possam chegar ao mesmo sítio, ou seja, terminar o curso. Compete à autarquia desempenhar um papel moderador, criando as condições necessárias para que os que estão mais atrás, possam ter uma ajuda suplementar para chegarem ao nível dos outros”, salientou Paulo Cunha. Segundo a autarquia, o valor médio das bolsas “ultrapassa os 600 euros” e, desde 2013, houve um aumento de “82 por cento no número de alunos beneficiados passou de 145 para 265 - e o investimento passou de 120 mil para 165 mil euros”.

 

 

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão manteve em 2015 o grau de autonomia financeira acima dos 70% o que significa uma forte independência da autarquia face a capitais alheios e uma robusta capacidade para fazer face aos seus compromissos financeiros através dos capitais próprios. A “saúde de ferro” das finanças municipais de Famalicão é também bem visível no baixo recurso à capacidade de endividamento que lhe é conferido por lei e que teve um rácio de utilização de apenas 38,3%.

Os números que fecham as contas do município de Vila Nova de Famalicão em 2015 foram hoje, quinta-feira, aprovados por maioria na reunião extraordinária do executivo municipal que se debruçou sobre o Relatório de Gestão 2015 apresentado pelo Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha.

O edil classifica o exercício de 2015 como “um bom ano para Vila Nova de Famalicão”. E explica:“asseguramos o equilíbrio das contas municipais, conseguimos avanços muito consideráveis nas diversas áreas de atuação do município e demos passos seguros na salvaguarda do futuro de Vila Nova de Famalicão”.

A propósito deste último aspeto, Paulo Cunha lembra os acordos que foi possível estabelecer entre a Câmara e os proprietários de terrenos que foram integrados no Parque da Devesa e da urbanização do Talvai e que colocaram um ponto final em antigos processos judiciais  acionados contra a autarquia e cujo desenvolvimento poderia significar um custo  de muitos milhões de  euros para a Câmara. “Para além da eliminação deste risco de indemnização, os terrenos passaram definitivamente para o domínio público ficando salvaguardado um parque verde que já é um ex-libris do concelho e da região no caso da Devesa. Já no processo de Talvai, os terrenos adquiridos vão permitir a construção de um importante equipamento para os famalicenses, que será anunciado muito brevemente”.

“É verdade que com a solução encontrada exigimos mais do presente mas aliviamos o futuro”, adianta o autarca explicando desta forma a passagem da dívida a terceiros do município de 33,3 para 36,7 milhões de euros. Nada que retire o sono do autarca: “as contas municipais estão de tal forma equilibradas que a Câmara Municipal ainda há pouco tempo anunciou uma nova frente de obras na ampliação das redes de abastecimento de água e saneamento no valor de 5,5 milhões de euros a custas próprias e sem garantia do financiamento comunitário”. Recorde-se que foi também esse equilíbrio financeiro que permitiu um abatimento dos encargos dos famalicenses com a fatura ambiental desde o início do ano, através da redução das taxas de abastecimento de água e recolha de saneamento e resíduos.

O “rigor e a responsabilidade” são os adjetivos utilizados por Paulo Cunha para justificar esta dinâmica de investimento que atravessa o concelho, tanto na dimensão material como imaterial, ao mesmo tempo que são resolvidos processos jurídicos complexos que poderiam hipotecar o futuro das novas gerações. “Com a gestão que estamos a fazer, sabemos que a saúde financeira do município é boa e que terá todas as condições para continuar a respirar saúde no futuro”, conclui Paulo Cunha.

Para além do novo plano de obras anunciado para a vertente ambiental,  está também anunciado uma nova frente de trabalhos na modernização do parque escolar, enquanto prosseguem no terreno  mais de vinte quilómetros de obras na rede viária do concelho em dez intervenções que abrangem mais de uma dezena de freguesias e um investimento total de cerca de oito milhões de euros. Isto para além do reconhecido trabalho do município nas mais diferentes áreas como a Cultura, o Desporto, a Educação, a Juventude, o Ambiente e a Solidariedade Social, com dinâmicas fortes de apoio às crianças, jovens, seniores e famílias de Famalicão.

O grau de execução orçamental em 2015 foi de 91,1 por cento na parte da receita e de 84,2 por cento na parte da despesa.

A ANI – Agência Nacional de Inovação anunciou hoje em Vila Nova de Famalicão que Portugal reforçou para o dobro o número de projetos na área da inovação com candidaturas a financiamento comunitário. “Nos concursos que fecharam em março, relativos a projetos demonstradores e de I&D em co-promoção, o número de candidaturas duplicou e o investimento associado também, o que superou as melhores expetativas da ANI. E há ainda a particularidade de a participação das infraestruturas científicas e tecnológicas ter crescido cerca de 30 por cento”, revelou Diana Costa.  

A responsável pela Unidade de Promoção Integrada do Apoio à I&D Empresarial da ANI falava na abertura da segunda etapa das Jornadas para a Inovação, que decorreu nesta quinta-feira, 31 de março, nas instalações da CESPU, uma das quatro entidades famalicenses do sistema científico e tecnológico nacional incluída na rota deste dia aberto das infraestruturas tecnológicas. “Estas jornadas concorrem para promover a competitividade das empresas e a colaboração mais próxima com os centros do saber, uma relação que tem adquirido no país uma dimensão bastante positiva”, enalteceu.

As universidades CESPU e LUSÍADA e os centros tecnológicos CITEVE e CeNTI abriram as suas portas para receber os empresários famalicenses, cerca de três dezenas, que participaram nesta iniciativa promovida pela Câmara Municipal, através da Rede Famalicão Empreende, e com a chancela Famalicão Made IN, sensibilizando-os para a importância da inovação nas empresas, condição essencial para o seu crescimento e competitividade.

Esta tónica dominou também as intervenções realizadas na sessão de abertura por Braz Costa, Diretor-geral do CITEVE e do CeNTI, Almeida Dias, Presidente da CESPU, e Leonel Rocha, Vereador do Empreendedorismo na autarquia famalicense. “Este encontro de interesses entre as empresas e o universo do conhecimento e da investigação, numa lógica de trabalho em rede, representou mais um contributo para as empresas conhecerem as competências de inovação e investigação destas entidades e algumas das soluções para os seus desafios. E com isto o município só fica a ganhar”, notou o autarca.

Em janeiro realizou-se a primeira etapa destas Jornadas para a Inovação. Dessa vez, investigadores de instituições do sistema científico e tecnológico do Norte de Portugal deslocaram-se a oito empresas famalicenses dos sectores têxtil e do vestuário e agroalimentar para conhecer as principais necessidades das empresas neste domínio e recolher oportunidades e pistas para investigação futura.

O empresário Armindo Costa, que foi presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão entre 2002 e 2013, lidera um dos maiores impérios portugueses do setor do calçado. A ACO, a empresa que fundou em Mogege, freguesia de Vila Nova de Famalicão, para produzir calçado de conforto, nasceu num pequeno armazém durante o “Verão Quente” de 1975. Foi uma forma de Armindo Costa fugir à agitação social e política que afetava o tecido industrial da região de Liaboa, onde trabalhava na altura, como diretor industrial, também numa fábrica de calçado. Hoje, o universo ACO, formado por três empresas, em Vila Nova de Famalicão, Ponte de Lima e Cabo Verde, dá emprego a mais de 800 pessoas, que produzem 1,6 milhões de pares de sapatos por ano, cujas vendas representam numa faturação anual na ordem dos 35 milhões de euros, de acordo com números de 2015.

A história de 40 anos deste universo empresarial é contada e ilustrada no livro “Aco Shoes – Uma História de Estratégia, Inovação e Sucesso”, que acaba de ser lançado pelo profissional de comunicação Luís Paulo Rodrigues. “Hoje, as empresas comunicam diretamente com os seus clientes através dos conteúdos. Tendo um livro relatando a sua história, uma empresa coloca-se à disposição dos clientes como se fosse um livro aberto, inspirando a maior confiança nos negócios que venham a ser feitos. A história de uma empresa é o seu grande cartão de visita para clientes e parceiros de negócios. E uma boa história merece ser contada em livro”, explica Luís Paulo Rodrigues, um especialista em comunicação que foi diretor de comunicação do Município de Vila Nova de Famalicão durante mais de 10 anos, justamente durante a presidência de Armindo Costa, e que, agora, dirige a LPR Comunicação, prestando serviços como consultoria de comunicação, assessoria de imprensa, gestão de redes sociais, comunicação empresarial,  entre outros.

Estudioso das questões de comunicação, Luís Paulo Rodrigues, que também foi jornalista na imprensa regional e nacional, nomeadamente no “Público” e em “O Comércio do Porto”, escreve o blog Comunicação Integrada (www.luispaulorodrigues.com) e prepara-se para lançar um livro sobre as novas tendências do setor, que está em fase de produção numa editora especializada em comunicação.

Recorde-se que Luís Paulo Rodrigues é autor do livro “Palavra de Armindo Costa – Discursos Seleccionados do Presidente do Município de Vila Nova de Famalicão 2002-2013” (editado em Vila Nova de Famalicão, Outubro de 2013) e coautor, com Artur Sá da Costa, de “Joaquim Fernandes – Memórias do Senhor Arcipreste” (editado em Vila Nova de Famalicão, Setembro de 2013).

O livro sobre a história da ACO, que foi editado em português e inglês, foi também um meio de a empresa assinalar os 40 anos de laboração, presenteando clientes, colaboradores, agentes internacionais, fornecedores e outros parceiros.

Lus Paulo Rodrigues e Armindo Costa Jornal do Ave

“Contar a história de uma empresa é, antes de mais, um dever de qualquer empresa alinhada com a economia contemporânea, em que os negócios mais sólidos se fazem com compromisso, responsabilidade social, sinceridade e transparência”, afirma Armindo Costa, atual presidente da ACO, justificando, assim, o seu apoio à edição do livro.

“A ACO completa quatro décadas de atividade ininterrupta, com uma posição sólida no mercado internacional, resultante de uma estratégia bem elaborada, definida e concretizada desde a sua fundação”, destaca José Manuel Lopes Cordeiro, professor universitário e especialista em história empresarial, que assina o prefácio.

Com 116 páginas, e ilustrado com fotografias antigas e atuais, o livro de Luís Paulo Rodrigues está dividido em sete capítulos. O autor começa por fazer um retrato da indústria portuguesa de calçado, no primeiro capítulo, e enquadrar a ACO como “o projeto de vida de Armindo Costa”, tema que ocupa o segundo capítulo. No terceiro capítulo, o autor aborda a relação entre a revolução de 25 de Abril de 1974 e a fundação da ACO. No quarto capítulo, é explicado como é que uma empresa familiar atingiu dimensão internacional. “O calçado de conforto como produto estratégico” é o tema do quinto capítulo. No sexto capítulo é destacada a responsabilidade social da empresa, que é pioneira na indústria portuguesa. Finalmente, o último capítulo aborda a dimensão de Armindo Costa como homem público, nomeadamente em função de ter exercido o cargo de presidente do município de Vila Nova de Famalicão durante 12 anos.

O livro está disponível para venda em Vila Nova de Famalicão, nomeadamente na Famalivro, espaço livreiro no Centro Comercial E. Leclerc, e no quiosque Pipes Bazar, na Avenida 25 de Abril, nº 124. 

Depois de uma operação de combate ao tráfico de droga que começou com uma detenção em flagrante delito no início de 2015, o Núcleo de Investigação Criminal da Guarda Nacional Republicana de Barcelos concluiu uma intensa investigação com o desmantelamento de uma rede que vendia, essencialmente, cannabis, haxixe, cocaína e MDM, nas zonas de Riba d´Ave, Joane e Guimarães. Este grupo procedia à venda em casa e em locais públicos, nomeadamente, parques, discotecas e raves musicais.

A operação resultou em 13 buscas domiciliárias realizadas em Urgezes, Abação, Creixomil e Azurém, Guimarães, e decorreram durante a madrugada desta quarta-feira.
Foram apreendidos cerca de 15.300 euros, 3050 doses de cannabis, 90 doses de cocaína, 460 doses de haxixe, uma estufa improvisada de plantação de cannabis, três balanças de precisão, produtos de acondicionamento de droga, dois computadores portáteis, 16 telemóveis, uma faca e uma viatura automóvel.
Nas buscas estiveram envolvidos cerca de cem militares dos comando da GNR de Braga, do Porto e de Viana do Castelo.
Foram detidos cinco indivíduos com idades entre 20 e os 35 anos, que vão permaneceer nas celas da GNR de Barcelos até serem presentes ao Tribunal de Vila Nova de Famalicão, amanhã.

Famalicão e Portimonense empataram, este sábado, 1-1, em partida em atraso da 36.ª jornada da 2.ª Liga, marcada por um ritmo intenso e a qual os algarvios atuaram com menos um jogador durante quase meia hora.

Zambujo deu vantagem ao Portimonense aos oito minutos, mas Chico, recém-entrado, fez o empate aos 71, repondo alguma justiça num jogo entre formações "coladas" nos lugares de subida.

O Famalicão, que conseguiu manter o terceiro posto e não perde há 13 jogos, podia em caso de vitória igualar a pontuação do segundo classificado, o Desportivo de Chaves, o que poderá ter criado alguma ansiedade nos seus jogadores.

Já o Portimonense desceu um lugar na tabela, sendo sexto, já que o Freamunde venceu neste fim de semana o Sporting da Covilhã (1-0) e reforçou a condição de candidato à subida.

A equipa do Algarve começou praticamente a ganhar, num lance em que beneficiou de muita sorte. Zambujo fez o 1-0 aos oito minutos com um cabeceamento que traiu por completo Emanuel, que, devido à lama que se acumulou na pequena área, deixou passar a bola por entre as pernas.

O Famalicão reagiu muito bem à desvantagem e Diogo Santos, aos 14, após livre de Jorge Miguel, podia ter feito o empate, quatro minutos antes de Mércio reclamar grande penalidade, que o juiz alentejano Luís Godinho não considerou, num jogo muito tenso e jogado com agressividade.

Vítor Lima, com um remate ao lado aos 19, e Leandro Souza, com um remate por cima aos 29, também tentaram o empate, enquanto do lado do Portimonense apenas sobressaiu uma tentativa de Fabricio, aos 38, que o guardião minhoto 'encaixou'.

A desvantagem para os locais ao intervalo era desajustada, mas a equipa do Algarve até esteve perto de ampliar logo aos 48 minutos, quando Pires atirou à barra.

O Famalicão, além do sentimento de injustiça, acusou o susto e sucederam-se os lances de perigo - Medeiros atirou ao lado (50) e Mendes ao poste (52) -, até que Chico conseguiu o 1-1 aos 71 minutos, com um cabeceamento certeiro e colocado, após cruzamento da direita.

O empate surgiu numa altura em que os famalicenses já jogavam com mais um, uma vez que Fidelis Irhene viu o segundo amarelo por falta dura sobre Mércio, deixando o clube algarvio com dez aos 64 minutos.

Até ao final do jogo, o Famalicão tentou o golo da vitória com mais afinco do que o adversário, com Leandro Souza a atirar por cima aos 78.

 
Famalicão 1 - Portimonense 1

Famalicão 1 - Portimonense 1Os golos, as declarações e os momentos do jogo

Publicado por Jornal do Ave em Sábado, 26 de Março de 2016

Videos em destaque

Siga-nos no facebook